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28 de setembro de 2018    Por: souoribaAdmCOMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS

Afinal, o que é criatividade?

A criatividade é um tema que vem sendo muito estudado ao longo das últimas décadas. Fato é que o profissional reconhecido com esta habilidade parece valer mais no mercado de trabalho; inclusive em momentos de crise, quando é preciso se reinventar, buscar novos caminhos para se alcançar os resultados esperados pela empresa.

No livro “The Nature-Nurture Problem in Creativity”, o psicólogo Philip E. Vernon descreve a criatividade como “a capacidade da pessoa para produzir ideias, descobertas, reestruturações, invenções, objetos artísticos novos e originais, que são aceitos pelos especialistas como elementos valiosos no domínio das Ciências, da Tecnologia e da Arte. Tanto a originalidade, como a «utilidade» e o «valor», são propriedades do produto criativo, embora estas propriedades possam variar com o passar do tempo”.

Contudo, há de se considerar que ser criativo é não é apenas criar algo inédito. Também devem ser enaltecidos aqueles que conseguem unir peças para propor um novo conjunto. Vou me fazer mais clara: vivemos experiências profissionais todos os dias e as saídas para superar desafios e/ou resolver problemas nem sempre saem fresquinhas da fábrica de ideias. Muitas vezes, adaptamos conhecimentos acumulados nessa jornada e conseguimos fazer ajustes para propor uma saída. Embora esse processo, a princípio, aconteça rapidamente, não se engane, as ideias não são exclusivamente suas.

Trazemos conosco a criatividade de todos os profissionais que conviveram de forma direta e indireta, das matérias que lemos, das conversas que temos na hora do almoço com pessoas de áreas de atuação diferentes da nossa. Ou seja, formamos um depósito de informações em nossas memórias que se organizam em gavetas; quando precisamos recuperá-las, essas gavetas se abrem automaticamente, dando-nos a impressão que estamos em um processo criativo.

Um fato que certamente já deve ter acontecido com você é passar horas tentando pensar em uma boa ideia para um plano de ação, por exemplo, e, de repente, uma bem especial surge na sua mente como num estalar de dedos. Nesse caso, podemos concluir que as gavetas emperraram na hora de abrir como resultado da falta de uso mesmo, pois há situações que não vivemos com frequência e temos que nos esforçar mais para lembrar com detalhes a maneira como conduzimos anos atrás.

Hoje, somos bombardeados por informações em diversos canais, e as nossas gavetas, às vezes, ficam como a caixa de spam do Outlook: lotadas. Para resolver esse problema, a dica é filtrar a quais conteúdos você quer ter acesso. Mas se não resolver, eu aconselho seguir o procedimento de ferramentas de busca na internet: os dados novos ao serem publicados empurram os outros dados para baixo. Sendo assim, consuma boas leituras, faça cursos para renovar os conhecimentos, converse com profissionais que você considera mais preparados do que você, mantenha-se curioso e exercite o seu cérebro, sendo crítico ao que vê e lê.

A proposição que diz “as pessoas já nascem criativas” é relativamente falsa. Não podemos excluir o fato que há adultos que foram estimulados desde crianças para serem criativos por meio de jogos, brincadeiras, leituras. A diferença entre estas pessoas e as que não tiveram as mesmas experiências na infância está na confiança que se adquire para contribuir sem medo dos julgamentos que possam surgir. Essa, na minha opinião, é o que separa um profissional do outro.

Então, se você percebe que tem dificuldades para dar ideias durante reuniões, comece aos poucos a treinar sugerindo novas rotas, as quais você já estruturou e até dividiu com algumas pessoas próximas para averiguar outros pontos de vista. Mas se você acredita na sua ideia, insista nela. Seja criativo e busque novas maneiras de convencer os outros. É importante também ter a sensibilidade de perceber que a ideia não era tão boa, ouvir as contribuições dos outros e construir uma nova a partir da colaboração.

A criatividade é um processo contínuo. Você está sempre melhorando, acredite nisso!

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